10 anos da circum-navegação de Noronha

A volta de Noronha foi um dos destinos que tive mais recursos de logística da operação. E sim era super necessário tamanho o desafio: uma circum-navegação de sup nunca feito antes passando por todo arquipélago de ponta a ponta contando as fortes correntes do mar de fora.

Foram meses de planejamento e diversas reuniões para ter suporte de quem realmente conhece todas as questões marítimas da região. Equipe de apoio em terra e água, escolha do período apropriado com probabilidade de janela de sucesso, definição de equipamentos especiais, melhor escolha de data para que toda equipe esteja pronta para a travessia.

Ficaria 10 dias no arquipélago pra escolher apenas 1 para fazer a circum-navegação. A data ideial seria o dia que chegamos, mas não foi possível por conta de toda preparação necessária…nos dias seguintes forte ventos anunciavam que deveríamos aguardar.

Equipe preparada, acompanhando a previsão climática seja com ferramentas tecnológicas ou com os homens que estão no mar e sabem ler a natureza com excelência… nossa janela foi apertando pois iria entrar grande tempestade, ventos instransponíveis a remo e ondulações poderosas. E eu tive que tomar a decisão, cancelar toda a operação, que envolvia equipes multidiciplinares e patrocinadores ou encarar a travessias no último dia “talvez possível” sem uma condição ideal?

Os ensinamentos que temos com a natureza vão muito além da técnica da remada…

Veja como foi essa grande aventura de 2014

jun 30, 2024
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Rote em Timor – um diamante escondido

Os destinos SUPtravessias são sempre escolhidos a dedo. Eles trazem uma mistura de curiosidades, desafios esportivos, sustentabilidade, cultura local e muitas descobertas e histórias interessantes. Normalmente são destinos fora do circuito padrão do turismo e mesmo quando estão neste eixo ainda sim o conteúdo que trazemos é sempre diferenciado. E este último foi dos mais especiais!

“Verdadeiramente remoto, paraíso escondido, inexplorado ou jóia guardada”. Esses são alguns dos descritivos que se encontra em pesquisas no Google sobre Rote em Timor. Quando decidi que iria para Timor estava realmente afim de colocar o pé na estrada, depois de dar uma desacelerada por conta da pandemia e retomar as viagens do projeto ano passado, os 3 dias de deslocamento para chegar até Timor não me intimidaram, pelo contrário, me instigaram e resolvi esticar um pouquinho mais e ir para a ilha da ilha… Vou explicar..

Timor é uma ilha localizada a 500km da Austrália, dividida entre Timor Ocidental pertencente a Indonésia e Timor Leste na Ásia, já é bem longe… E ao sul deste 2 países fica Rote, uma ilha paradisíaca de cerca de 1.200km2 com sua natureza e cultura super preservada. São pouquíssimos lugares no mundo, tirando aqueles super inóspitos que ainda podemos viver este tipo de experiência e foi isso que me encantou e me fez escolher visitá-la.

A maratona pra chegar até lá é a seguinte: 15h de vôo até Dubai + 9h de vôo até Bali (pausa) + 3h de vôo até Timor + 4h de barco e finalmente…+ 2h de carro até a praia de Nebralla…ufa! Se eu te contar que vale a pena todo esse perrengue, acredite!

A parada em Bali é necessária por que não da pra fazer todo o trajeto em uma só tacada, pelo menos não sem um grande desgaste, mas no meu caso ela foi estratégica por que a ideia é justamente trazer os 2 contrapontos. Entre 2 ilhas paradisíacas: uma delas totalmente protegida e a outra totalmente consumida pelo turismo de massa sem controle, especulação imobiliária e com sérios problemas ambientais.

Bali pra mim é uma das ilhas mais incríveis no mundo, por que ela tem a beleza natural mas principalmente por que você mergulha em uma cultura única, muuuito interessante! Ela atende a todos os tipos de turistas. Aqueles que buscam viagens de natureza e aventura, espiritualidade e retiros de yoga, gastronomia, templos e cultura, além dos beach clubs e baladas pra aqueles que gostam, enfim, todos esses atrativos, aliado ao baixo custo, fez de Bali um dos destinos mais queridos no mundo. E sem qualquer controle do turismo de massa, a grande especulação imobiliária com grandes resorts fizeram da ilha um caos, lotado, com muito trânsito e algumas paisagens se descaracterizando.

Sem contar todos os impactos ambientais, a Indonésia é o quinto país que mais polui os oceanos no mundo, segundo o estudo Our World in Data, publicado originalmente na revista Science Advances e tem muitos problemas para controlar a emissão de lixo em todas as ilhas.

No contraponto a visita a Rote em Timor parece uma passagem no tempo, onde você desfruta de uma natureza intacta e tem uma experiência como turista que não se encontra mais… Um local totalmente seguro, sem casos de roubos ou violência, não se fala inglês fora do hotel, crianças muito curiosas com sua presença querendo fazer contato por que aprenderam a falar “hello” para os estrangeiros e uma população local muito simples e aberta para mostrar sua cultura e rotina de forma ingênua e amigável.

São poucos os hotéis e no geral eles são all inclusive, por que não há restaurantes ou cafés… Na verdade tem 1 ou outro, eles estão começando…mas o verdadeiro tesouro desta ilha é justamente isso… Vc não encontra uma estabelecimento “bacaninha” ou americanizado que algum gringo montou na ilha…e assim ela vai se descaracterizando…ela tem sua essência raiz! E o seu principal atrativo é a natureza…ahhh a natureza…surf, mergulho, trilhas, bike, remo, surf, remo, surf, remo….rs!

Uma lição de ouro: a escola

Uma das experiências mais marcantes que tive na ilha foi a visita na escola. No meu hotel fiquei amiga da Hibri, que trabalhava na recepção e depois descobri que também era professora. Ela me contou que os poucos turistas que chegavam na ilha estavam apenas interessados nas belezas naturais de Rote e nunca na cultura local. Aquele comentário mexeu comigo e também veio de encontro justamente com o que eu estava procurando. A partir daí ela foi me mostrando várias atividades do dia-a-dia da comunidade e combinamos uma visita a escola.

Com ótimas instalações e em meio a natureza, Hibri me contou que a cultura local é aprendida durante as aulas para que as crianças se conectem as suas raízes, aprendam as danças, músicas, construção dos instrumentos, artesanato e sintam orgulho da sua origem. Que conheçam profundamente sua história e valorizem propaguem esse conhecimento. Uma lição de ouro!

Uma semana ao mês, as crianças tem diversas atividades todas relacionas a sua cultura e eu tive o privilégio de estar lá a participar de tudo. Passei uma manhã inteira acompanhando cada uma das aulas, aprendi com eles a fazer os cestos e bolsas com as folhas da palmeira, onde as crianças em roda e em grupo aprendem o artesanato que pode ser uma renda no futuro. As danças e as músicas são ensaiadas, mas não para serem apresentadas para turistas em algum hotel, mas sim nas cerimônias na sua forma mais genuína. As roupas não eram para uma ocasião especial, mas para uma completa imersão na sua história, com cada adereço com seu significado.

O brilho nos olhos daquela professora mostrando com orgulho seus alunos, me fez ver o quanto estamos cada vez mais desconectados dos reais valores nos grandes centros onde logo cedo as crianças são treinadas e preparadas para conseguir seu espaço em um mercado extremamente competitivo.

São muitas as histórias e experiência que vivi nesta ilha distante, vou atualizando com as matérias aqui e contanto sobre este verdadeiro diamante que encontrei entre a Ásia, Indonésia e Austrália. Mas se você quiser ver mais imagens e como foi, nos destaques do meu Instagram: @robertaborsari_sup também é possível encontrar muita informação.

set 29, 2023
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Uma viajante solo, um sup e o mundo pra explorar! Como se manter segura em diferentes destinos e culturas.

Em abril deste ano quando a surfista americana foi agredida por 2 brasileiros em Bali e o caso ganhou grande repercussão internacional nas redes sociais e veículos de comunicação brasileiro, me fez lembrar quando fui coagida no Sri Lanka por um grupo de surfistas ingleses e alguns locais a pagar uma prancha nova (e não apenas um pequeno reparo) para um deles depois de uma colisão no mar, onde na minha visão, não foi culpa minha. Pensei também como nós mulheres viajantes ficamos expostas e eu, que “rodo” o mundo em viagem solo com o projeto SUPtravessias, posso passar por uma situação ruim, mas nem por isso deixo de seguir com meus objetivos tomada pelo medo.

Entenda o caso da surfista agredida

Se você não conheceu este caso, de forma bem resumida, uma mulher começou a surfar uma onda em Bali, um dos picos mais clássicos de surf no mundo e um surfista foi entrar na onda dela. Pela etiqueta do surf ela teria prioridade e se valendo disso ela o empurrou pra fora da onda… Bom, depois disso um dos amigos desse surfista deu um soco na cara dela e a discussão e agressão continuou em terra. Tudo isso foi gravado e colocado nas redes.. E pronto, uma enxurrada de manifestações solidárias de surfistas profissionais e mulheres relatando abusos acenderam uma enorme discussão sobre o machismo no mundo do surf.

Só pra contar o meu exemplo, onde fui extorquida no SriLanka…tinha acabado de chegar na ilha e estava surfando em um pico…ao descer uma onda um surfista que estava voltando se assustou e ao invés de dar um joelhinho na espuma, afundou e jogou a prancha na minha direção e mesmo eu desviando, ela bateu no sup… Estressado e arrogante ele me fez sair da água e com seus amigos logo fomos ao local que conserta prancha…o cara fez o remendo e eu paguei por que não queria conflito na minha chegada. Percebendo que eu estava sozinha, esse grupo começou a me cercar e dizer que tinha que pagar uma prancha nova pra ele, pois ela era de um modelo especial, cara e único e o remendo não resolveu e assim ele perdera a prancha. Chamaram mais alguns locais, todos amigos deles pois eles estavam há 2 meses na ilha e conheciam todo mundo…eu havia chegado há 2 dias e ia ficar 2 semanas por lá, sozinha. Resumindo a história, disseram que eu era culpada e queriam 700 dólares para a prancha nova, eu disse que não iria pagar e nem tinha esse dinheiro, foram horas tensas, deles me cercando, muita discussão até que fui a um caixa eletrônico e dei 300 dólares pra eles pra encerrar o assunto…por que estaria na ilha mais 15 dias e fiquei com receio. Não faria isso hoje, chamaria logo a polícia, mas na época foi o que fiz por que entendi ali que tive um encontro com pessoas mal intencionadas.

O projeto SUPtravessias

De todos os destinos do meu projeto o único que fiz acompanhada foi a circum-navegação de Fernando de Noronha, onde levei de São Paulo um parceiro do remo, o Betinho, para fazer meu apoio, mas todas as outras sempre viajo absolutamente solo. Além de um bom planejamento onde procuro me cercar de toda segurança possível, faço parceiras locais com operadoras de mergulho, surf ou aventura, fotógrafos e cinegrafistas, mas no fundo, sou eu, meus equipamentos, bagagem e uma vontade enorme de explorar esse mundão! E isso nunca me impediu de conhecer os destinos que almejo. E se você é uma mulher que gostaria de viajar sozinha mas não se sente segura, não dei esse relato para deixá-la com medo, pelo contrário, foi para encorajá-la a fazer o que deseja, pois risco sempre corremos, até quando saímos pra trabalhar, mas para viajar, basta se cercar de cuidados e estar preparada sabendo o que fazer em cada situação.

Meus protocolos de segurança

Tenho uma série de protocolos para a viagem solo de uma mulher. Sempre digo que estou acompanhada, que vou encontrar com amigos ou namorado em poucas horas ou dias. Isso para um taxista, guia ou quem eu achar pertinente. Nunca viajo de carro durante a noite, no máximo se sair por volta de 5h da manhã, por que se ocorrer algo na estrada o dia estará amanhecendo. Não economizo na qualidade e no plano de seguro viagem, por que sim imprevistos acontecem!
Estudo minuciosamente a cultura e hábitos locais. Já viajei para países onde o homem quando vê uma mulher sozinha se sente no direito de acariciar seu cabelo e até oferecer casamento. Isso aconteceu em uma das ilhas em Maldivas onde fui remando da ilha onde estava hospedada até uma ilha que tinha uma comunidade local…lembro até hoje do calor que passei por que precisa ficar toda coberta com camisa fechada e canga protegendo as pernas com mais de 30 graus. Aqui vale novamente a regra de falar que é casada, mas por algum motivo o marido não está naquele momento. Neste dia lembro que o homem ainda questionou, mas por que ele a deixa sozinha… A regra do que “tem 2 tem 1 e quem tem 1 não tem nenhum” também é precisa. Isso vale para celular, cartão de crédito, locais pra guardar coisas de valores (não deixar tudo em um só lugar) e o que vai atrapalhar muito sua viagem se não tiver em mãos. Vale o mesmo para equipamentos! A geolocalização do Google também ajuda e toda tecnologia ao nosso favor é bem vinda, até posts nas redes sociais. Mas ações mais básicas como avisar o gerente da hospedagem onde está indo e quanto tempo pretende ficar fora também é uma forma de segurança, não sobre uma tarde num café, mas uma cidade diferente, um roteiro mais inóspito ou longo, sempre faço isso. Na verdade já fico logo amiga de todo mundo no hotel e o pessoal me ajuda. E como realizo desafios e atividade na natureza meus cuidados são sempre redobrados, mas aí esse já outro texto..
Bom, e seja lá qual for sua crença ou religião, vale pedir para que seja protegida durante toda sua jornada! Eu pelo menos sei que não viajo sozinha e tenho muita proteção.
Logo mais partindo pra mais uma!

jul 9, 2023
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Amazônia – coração do Brasil

Entrar na maior floresta do planeta, remar com os botos, visitar tribos indígenas e ouvir os relatos de quem vive a beira rio, seja por todo o conhecimento ancestral da mata ou por toda dificuldade que exploração ilegal afeta as comunidades locais foi intenso e trouxe temas importantes e atuais para nosso país e planeta.

Nossa aventura começou em São Luiz do Maranhão, onde fui viver novamente a experiência de surfar o fenômeno da pororoca. Aliás minha primeira vez na Amazônia foi em 2010 onde me tornei a primeira mulher no mundo a surfar uma pororoca de caiaque. Foram 10 dias embarcada no rio Araguari no Amapá com a equipe do surfista Serginho Laus. Abaixo uma amostra da onda:

Desta vez a aventura foi no rio Mearim e o surf de standup paddle, muito bem acompanhada pela equipe do Laus: Ruan e Deyanne da qual super agradeço todo o suporte e principalmente hospitalidade. Foram 4 dias caçando as bancadas pra surfar as longas paredes da onda de rio. Pra mim foi desafiador a entrada na onda, uma vez que vc pula do jet e precisa subir rapidamente na onda em movimento, mas depois que vc encaixou, surfar esta onda é muito especial

Diferente da outra vez em que ficamos embarcados na selva, no Mearim a base foi em terra na cidade de Arari cerca de 170 km de São Luiz, uma pequena cidade com cerca de 30mil habitantes. Acordar de madrugada, chegar na beira do rio com o dia amanhecendo e ir em busca da onda infinita era nossa rotina. Os vídeos estão nos destaques do meu stories: @robertaborsari_sup

Entrar na selva Amazônica é sempre uma experiência especial, mesmo quem tem contato frequente com a natureza, relata esse sentimento. Isto por que a floresta é intensa e seus sons reverberam na grande imensidão verde: são aves, insetos, macacos, répteis e mamíferos das mais diversas espécies ecoando ao mesmo tempo e fazendo com que você se sinta um intruso naquele ambiente.

Demorei um tempinho até dar meu primeiro mergulho sozinha saltando da prancha no meio naquele rio negro e cheio de vida. Sim, ao remar você vai vendo as bolhas subindo, o movimentos dos cardumes, sons ao redor…é muita vida!

Minha base foi no hotel Amazon Ecopark, com um conceito sustentável e localizado em meio a selva mas próximo de Manaus. Ideal para meus objetivos com o projeto, com remadas no início e final do dia. Acordava com os macaquinhos passando pelo meu chalé e como as temperaturas estavam muito altas,

já começava o dia no rio, depois partia para a mata para explorar as trilhas, aprender sobre medicina natural, muitas conversas com os caboclos pra aprender com quem nasceu e vive na mata…

Foram dias absorvendo muita informação, sobre as espécies nativas que usamos de forma processada como cosméticos e remédios industrializados. Sobre os números alarmantes do tráfico de animais silvestres para fora do país e suas baixas multas e impunidade que estimulam essa triste atividade. Sobre o impacto do garimpo ilegal, não só na natureza mas na vida dos caboclos e todas as pessoas que vivem na região, seja pelo aumento de preço dos produtos vendidos nesses locais, a introdução da alimentação industrializada no lugar da pesca, violência, insegurança e a expulsão de suas terras e casas. Ouvir tudo isso diretamente de quem sofre essas atrocidades teve um impacto muito grande pra mim

Também foram dias de muitas remadas…seja ao amanhecer, em diferentes rios e percursos ou finalizando o dia, com um espetacular por do sol. Os dias que saia sozinha, tinha uma região já acordada com o hotel para que ficasse em uma zona de segurança e nunca parava nas margens ou entrava mata a dentro. Já para trechos um pouco mais longos contava com o barco de apoio e estrutura local para não me perder entre tantos braços de rios. Também era necessário ficar atenta em alguns locais com jacarés e piranhas.

O ponto alto da minha visita foi a remada e natação com os botos..ahh os botos!! Quem me conhece sabe que sou vidrada em golfinhos. Tenho tatuagem, pingente, coleção de bibelôs, decoração em casa e muitas experiências com eles em diferentes mares do qual já naveguei. Fui encontrá-los no rio Negro, em um local em que realmente operava um turismo sustentável. Pra minha sorte naquele dia apenas eu estava no local, e os botos, que podem estar por lá ou não, logo apareceram quando alguns peixes foram jogados no rio…eles são espertos e majestosos, sem qualquer medo de nós humanos, nadando e interagindo com a gente como se estivessem se divertindo ou apenas querendo um petisco. Pra mim uma experiência inesquecível.

No mesmo dia fui visitar a tribo indígena Cipiá. Conversando com o pajé ele explicou que ali se reuniam cerca de 50 índios de 12 etnias diferentes. Eram índios que saíram de suas tribos em busca de melhores condições de vida na cidade e sem se adaptar voltaram e se reuniram formando uma nova comunidade que viviam além da pesca, também do turismo, mostrando suas danças, crenças e histórias.

Terminei esse dia almojantando na casa da Kelly, que trabalhava no hotel e me levou na casa dela pra ter uma típica refeição local amazônica: peixe frito, farinha, salada e arroz carreteiro…com uma pimentinha e a vista de uma praia de areia branca maravilhosa. De sobremesa, manga do pé do quintal e paçoca feita em casa…humm! Deu água na boca só de lembrar…

De todas experiências que vivi e foram lindas, me marcou demais a receptividade, calor humano e tantos amigos que fiz em custo espaço de tempo. Muito se fala em Amazônia e sua relevância para a questão ambiental mundial, mas tão importante quanto cada uma das espécies animais ou da floresta, são as pessoas que lá vivem, preservam e sofrem diariamente todos os impactos do desmatamento e ganância humana…

Foram muitos aprendizados que trouxe na bagagem do meu SUP!

>> Quer ver mais? Assista os vídeos no destaques do meu Instagram: @robertaborsari_sup

nov 2, 2022
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De volta pra estrada!

Depois de uma pausa por conta da pandemia, estamos de volta a estrada! Esse tempo de recolhimento foi bom pra trazer na memória tudo que já fizemos, afinal já se passaram 10 anos nesta jornada a bordo do SUP pelo mundo. E para o projeto SUPtravessias que sempre foi em busca de destinos inusitados, alguns longínquos mas que possam nos ensinar, seja através da natureza, história, cultura ou esporte, agora é a hora de olhar pra dentro, do nosso país e das nossas raízes. Vamos desbravar o coração do Brasil, entrar na mata e explorar ilhas fluviais em meio a mais densa mata e se aventurar em um dos fenômenos mais incríveis da natureza. Como a nova aventura foi escolhida? Pensei, se este é um retorno e a comemoração dos 10 anos do projeto, devo explorar um destino especial, algo novo! Ou então voltar as origens, onde tudo começou… E onde começou? Nas primeiras ilhas no litoral norte de São Paulo? No primeiro destino internacional em 2011 que foi Galápagos, um dos mais incríveis e que merece ser revisitado? Busquei um pouco mais a origem do projeto…onde foi a virada de chave que me deu o “start”. Depois de muitos anos totalmente focada nas competições de diversas modalidades do esportes a remo, como kayaksurf, canoa havaiana e rafting, em 2010 fiz uma expedição na Amazônia onde me tornei a primeira mulher a surfar a pororoca de caiaque. Foi alí que que fui contaminada por uma eterna vontade de explorar mais e competir menos, mas sempre como o remo nas mãos. Então, vamos voltar as origens, a mata, a este destino que trás mensagens tão urgentes quanto a preservação do nosso palneta, do uso dos recursos naturais e muito mais.. Aguardem!

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ago 7, 2022
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Hawaii – onde conheci o SUP e me apaixonei na primeira remada

Foi na Ilha de Oahu que conheci o stand up – uma paixão fulminante! Em 2010 fui para o Hawaii surfar de caiaque, estava no auge da minha performance como atleta e me sentia preparada para o desafio nas ondas daquele lado do planeta. Mal imaginava eu que depois que um amigo me apresentou a “remada de pé”  em Sunset, iria acontecer uma transformação na minha vida na água e em terra também! rs! Eu saí do Hawaii com prancha e remo comprados, cheguei no Brasil e saí remando por todas as ilhas do meu pedaço do litoral norte, na Barra do Sahy…comecei pelas Ilhas, Couves, Gatos e Montão, pronto! Foi então que nasceu o projeto SUPtravessias. Voltar a ilha onde tudo começou teve um significado enorme pra mim. 10 anos depois (9 na verdade), voltar e meca do surf com meu projeto foi muito emocionante.

Foram muitas remadas pelo mundo até voltar ao Hawaii e assim que coloquei o pé na ilha me perguntei por que demorei tanto.  Conto mais  desta aventura no meu Instagram (@robertaborsari_sup), enquanto isso essas deixo aqui essas 3 imagens que traduzem a energia do paraíso..

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jan 3, 2020
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Parque Nacional de Komodo

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A última aventura foi das mais especiais! Sou daquelas que adora assistir aqueles programas sobre animais e não dispenso uma trip em que eles sejam o protagonistas. Fui a Galápagos ver as tartarugas gigantes e pássaros de pata azul, para o Sri Lanka ver os elefantes, para Austrália ver os coalas e cangurus, as baleias no Thaiti e por aí a fora.. Sempre avistando os animais em seu habitat natural  – nada de jaulas e privações…

E o que me levou ao Parque Nacional de Komodo, claro, foram os dragões! Mas o que eu não imaginava é que iria encontrar um arquipélago super preservado, com centenas de praias desertas, ilhas com visual incrível, mar azul turquesa e vida marinha abundante.

A proposta desta viagem veio de encontro com a ação da Liga das mulheres pelos Oceanos. Movimento em rede da qual faço parte do conselho e que reúne mulheres de diferentes segmentos como jornalistas, fotógrafas, atletas e gestoras ambientais mas todas com uma profunda conexão com os oceanos e com um forte senso de urgência. No dia 8 de junho – Dia Internacional do Oceanos, estaria no parque Nacional de Komodo fazendo uma iniciativa (pessoal) de limpeza de uma praia deserta como parte das ações da data comemorativa e da Liga.

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>> Acompanhe as ações da liga no Instagram: @ligadasmulherespelosoceanos

Komodo, que é patrimônio mundial da Unesco desde 1991, foi uma belíssima surpresa. A ilha de chegada é “Flores”, ela fica cerca de 1h20 de vôo de Bali e é o ponto de partida para viagens de barco para conhecer o arquipélago. É lá que está localizada a cidade de Labuan Bajo, uma pequena comunidade que vive em frente ao porto com diversas operadoras de mergulho e turismo oferecendo todo tipo de experiência aos viajantes. Existem diversas opções de hospedagem, para todos os gostos e bolsos. Há quem faça uma “base” em Flores e faça passeios de apenas um dia, mas fica um pouco cansativo por conta das distâncias das atrações e não tem aquele clima de aventura, pois a emoção de ficar embarcado explorando diversas pilhas desertas, é único!

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Os passeios acontecem em 3 ilhas principais: Padar, Komodo e Rinca. Os dragões podem ser vistos em 2 delas, Komodo e Rinca. Vale lembrar que a ilha de Komodo será fechada em janeiro de 2020. Esta foi uma decisão de governo local para preservar os animais e equilibrar seu ecossistema. Tal decisão ocorreu logo após cerca de 10 pessoas serem detidas com suspeita de traficar mais de 30 dragões, uma vez que na Ásia acredita-se que seu sangue tenha usos medicinais alternativos. Portanto quis aproveitar a oportunidade de ver este animais pré-históricos e tão ferozes de perto e em seu habitat natural. A experiência é incrível uma vez que você visita a ilha sem ter a certeza que irá ver os animais. Você entra literalmente na casa deles e vai percorrendo trilhas pela ilha com a expectativa de encontrá-los. Os turistas são divididos em grupos pequenos e temos que seguir todas as orientações do guia e nunca ficar sozinho na trilha, se um para todos param.

Se você for no meu perfil no Instagram (@robertaborsari_sup) vai ver os detalhes desta visita, os filmes no stories e mais fotos como esta abaixo:

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A ilha de Padar com suas praias de cores diferentes é uma das atrações do arquipélago. Pernoitamos em uma de suas baias e antes do sol nascer saímos em uma caminhada até uma posição onde é possível ter a vista da foto abaixo e apreciar as 3 praias com areias com cores branca, preta e rosa. A areia branca é a que já conhecemos, a preta de origem vulcânica e a rosa vem de um coral vermelho e dissolvido e misturado com a areia branca fica essa maravilha da natureza. Ah mas fique atendo, se vc der uma busca no Google, vai ver muita foto de das “pink beaches” super forçadas no photoshop (software de editoração de imagem)

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Bom, esta é apenas uma prévia de tudo que vivi neste lugar maravilhoso…aos pouco irei contando mais detalhes desta aventura na Indonésia, pois também passei por Bali e Nusa Lebongam. Acompanhe!!teste

jul 3, 2019
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A bela descoberta do Sri Lanka

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O Sri Lanka foi um dos destinos mais surpreendentes que passei pelo projeto SUPtravessias – e se considerar que só passamos por ilhas incríveis, esse é realmente um elogio! Talvez por ter sido uma escolha super autoral, pois queria muito ter contato com uma cultura que tivesse a ayurveda no seu dia-a-dia. Pra quem não sabe ayurveda é um sistema de saúde originário na Índia há mais de 5000 que tem como objetivo promover a longevidade o equilíbrio físico e mental. E esta ciência foi um dos pilares da minha cura de um câncer em 2017. Mas não foi só isso, também sou uma apreciadora de chás, adoro as especiarias, templos budistas e fiquei especialmente intrigada por saber que lá tem muita onda.

Então tudo se encaixou perfeitamente no final de 2018 quando parti pra mais esta aventura.

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E uma das coisas que mais me impressionou, foi que se trata de um destino preservado pelo tempo onde você realmente entra na rotina e cultura local de forma verdadeira. Ao caminhar pelas estradas você já sente esta imersão. São os campos de cultivo de arroz, as árvores nativas de pimenta preta, canela ou chá. Passa pelos vilarejos, as escolas e população na sua rotina. O motorista vai parando e com a maior boa vontade mostra os pavões, macacos e aves das mais deferentes espécies e um simples trajeto já se transforma num passeio.

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O país que esteve em guerra civil até 2009 só se abriu ao turismo recentemente e está se redescobrindo neste novo cenário. Por conta disso as cultura local é super preservada e o povo extremamente amigável com os viajantes pois eles vêem o turismo como algo muito positivo. Muitos me perguntaram se eu fui sozinha, se o Sri Lanka é seguro e como me organizei por lá. Então aqui segue algumas respostas:

Sim, todas as operações internacionais do projeto SUPtravessias vou sozinha, num modelo super enxuto. Mas na fase de planejamento e pesquisa já entro em contato com empresas e profissionais que possam me dar suporte em questões de logística e segurança – dependendo do tipo de atividade que vou realizar no mar. Geralmente são operadoras de mergulho, turismo e escolas de surf

Me informei com amigos que moram na Índia ou que já haviam viajado para o Sri Lanka se era um destino seguro para mulher viajar sozinha e todos me disseram que poderia ir tranquila. E realmente foi, pude circular pelo país sem qualquer problema ou perturbação, no máximo perguntavam se eu era casada, mas apenas pela curiosidade de ver uma mulher sozinha. Tenho uma série de protocolos pessoais que desenvolvi para minha segurança durante essas viagens internacionais, então saber que um destino é “tranquilo” não significa que não fique extremamente atenta e evite situações que considero de risco.

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Mas gente foi até o Sri Lanka para remar, não é? Então vamos falar do litoral….e que litoral! As praias são lindíssimas, com aquele visual paradisíaco, uma vez que a costa é toda coberta de coqueiros e areia branca. As ondas são incríveis com um cardápio variado para iniciantes, intermediários e avançados, podendo escolher entre os fundos de pedra ou beach breaks. Mas o que mais me chamou a atenção foram os pescadores e suas embarcações super coloridas e rústicas.

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A pesca é artesanal e esses homens do mar são extremamente amigáveis mostrando suas embarcações e os peixes capturados do dia com orgulho. E não se espante se eles te chamarem pra ajudar a empurrar os barcos na areia depois da chegada na praia, esta é apenas uma maneira simpática de interação com os turistas. Seus sarongues coloridos são suas roupas de trabalho do dia-a-dia, são super fashion e na realidade mostram o quão bonita é a cultura local. A praia de Weligama é uma das mais conhecidas no sul. É uma grande baia e um verdadeiro caldeirão de atrações. São diversas escolas de surf pois suas ondas longas são propícias para o aprendizado. As embarcações características do Sri Lanka estão por todos os lados mas em uma concetração maior do lado esquerdo da praia onde é possível tirar fotos lindas e conversar com os pescadores. No outro extremo o mercado de frutos do mar onde é possível ver todo tipo de peixe fresquinho sendo vendido a céu aberto, logo depois da chegada dos barcos.

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Não posso deixar de falar também dos pescadores que protagonizam as imagens icônicas do Sri Lanka. Eles estão por toda a parte e fazem o visual das praias ficar ainda mais incrível. E passaram a usar as estacas de dentro da água para poder pescar mais peixes durante os períodos de guerra e restrição de alimentos. Impossível não sair de lá sem essas fotos…

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Entre as remadas e surf que estavam reservados para o período da manhã, fui visitar uma das fábricas de chá mais tradicionais da região sul – a Herman. Tive uma aula sobre a colheita e tipos de chá, visitei o museu e vi todo o processo de fabricação e no final a degustação de vários sabores e tipos. Foi lá que experimente e trouxe na minha bagagem o chá branco mais anti-oxidante do mundo

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Em todo seu processo desde a colheita até a embalagem, ele não tem nenhum contato com a pele humana para não perder suas propriedades e tem uma série de certificados para comprovar sua pureza. Viva a saúde!

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Passei muito bem no Sri lanka no que se diz respeito a gastronomia. Minha alimentação foi a base de frutos do mar e vegetariana – aliás, todos os restaurantes tinham uma parte do cardápio dedicada a quem não come carne (adorei!) Este é um destino pra quem gosta de pimenta, eles são conhecidos por ser um dos países com a comida mais apimentada da Ásia – então prepare-se! O prato do dia-a-dia deles, por exemplo, é composto por arroz, frutos do mar ao molho de curry, 2 tipos de vegetais (apimentados), lentilha amarela (apimentada) e chutney (apimentadérrimo). E se você perguntar se o prato é apimentado, eles responde que não..rs! Mas o condimento/temperos que eles colocam é tão forte que para nós é muito forte. Não consigo imaginar o que seria um prato apimentado para eles…passava longe no cardápio, pois tinha vários. Mas não se preocupe pois há várias opções de restaurantes e pratos para realmente passar muito bem por lá. O café da manhã era delicioso, muitas receitas feitas a base de côco, como o roast paan – uma pãozinho bem gostoso e nutritivo, os egg hoppers (super famosos) que são panquecas feitas de massa de arroz fermentada com leite de côco e com um ovo no meio e ainda aveia com leite de côco para acompanhar a frutas.

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Um dos pontos altos da viagem foi o safari para ver elefantes no Parque Nacional Udawalawe. A dica aqui é chegar cedo – como em qualquer safari – onde os animais estão circulando e é possível ver diversas espécies no seu habitat natural. Elefantes, búfalos, macacos, pavões, tartarugas, gaviões e diversas aves coloridas foram vistos por nós em em dia de muito sol. No horário mais próximo do almoço eles procuram as árvores altas para se refrescar do forte calor. Então logo cedo e final de tarde são os melhores horários para visitar este parques

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O roteiro no mar era definido pelas condições climáticas – e confesso aqui que foi mais direcionado ao surf do que as remadas. Isto por que a região que visitei era super constante de onda. Durante as duas semanas em que estive por lá deu cerca de 1m de onda absolutamente todos os dias. A maneira mais prática e divertida de explorar as praias era de tuktuk. Bastava chamar, combinar a praia e quanto tempo você vai ficar surfando por lá e cocar a prancha em cima do carrinho que eles já tinham rack e fita no esquema. As remadas foram curtas, não realizei nenhuma travessia desta vez, mas todas elas incríveis, com paisagens de tirar o fôlego, pois mesclavam praias com visual paradisíacos com muitos coqueiros, as embarcações características ou os pescadores em cima das estacas – simplesmente cinematográfico.

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E o surf foi uma boa surpresa, não imaginava que eles tinham essa cultura tão difundida por lá…são tantas escolas de surf na praia de Weligama por exemplo que podem chegar próximo de 30…acredite! A praia é uma longa baia com ondas ideais para quem quer aprender, por isso o número tão alto de escolas. Mas o surf é para todos os níveis (do básico ao avançado) e gostos (fundos de coral ou de areia). Então é satisfação garantida para os surfistas dos mais variados perfis. Fiz minha base nas praias do sul e achei a região super constante de onda, como comentei. Pude mesclar o surf com as outras atividades e como as distâncias não eram grandes os dias rendiam muito!

surf

Vale lembrar que 70% da população do Sri Lanka é budista e os templos são lindos e uma prato cheio de histórias. E mesclar as aventuras no mar com a espiritualidade e cultura local faz transforma a viagem de uma maneira muita rica. Pude visitar 3 templos localizados na região sul onde permaneci a maior parte do tempo e todos eles tinham imagens e histórias que ficarão para sempre na memória. O mais bonito de todos foi (atenção ao nome): Wewurukannala Raja Maha Vihara – aquele da foto que abre a minha matéria. Localizado próximo a cidade de Dickwela é um dos templos mais antigos do país, do século XVIII e tem cerca de 230 anos. E o melhor de tudo é que conheci ele por acaso, não estava previsto no meu roteiro inicial, mas no dia que fui fazer o safari me sugeriram passar por ele, já que estaria no caminho. Aqueles presentes que a gente vai recebendo da vida.. Mas também visitei um templo em Dondra e na cidade de Dickwela mesmo, e mesmo os mais simples são cheios de imagens e esculturas belíssimas. Vou preparar um álbum só de templos pois as imagens são demais!

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Encontrei no Sri Lanka tudo que esperava, mas este destino superou minhas expectativas pela quantidade e variedade das ondas, a receptividade de todos os locais, a deliciosa gastronomia e a riquíssima cultura. Na semana que viajei o Lonely Planet divulgou que o Sri Lanka era o destino de 2019 – então pensei que mais uma vez o projeto SUPtravessias estava em sinergia com as mais belas e surpreendentes ilhas do mundo!

Veja quem mais está falando sobre as minhas experiências no Sri Lanka:

:: Folha de S. Paulo – “Surfista escolhe as praias do Sri Lanka para voltar ao mar após vencer o câncer”

:: Waves – “Aventuras no Sri Lanka”

:: Catraca Livre – “Após vencer o câncer, brasileira percorre o Sri Lanka remando”

:: OGlobo – “Cinco motivos para conhecer o Sri Lanka”

:: Qual Viagem – “Sri Lanka é o melhor país do mundo para se visitar em 2019, confirma Roberta Borsari”

:: Perfil Náutico – “Por que o Sri Lanka é o melhor país do mundo para se visitar em 2019?”

:: Tribuna – “Sri Lanka é o destino ideal para aventureiros”

:: Webventure – “Atleta brasileira explica as razões de o Sri Lanka ter sido indicado como o melhor país do mundo para se visitar em 2019”

Continuarei atualizando as informações e imagens aqui no site…pois ainda tem muuita história pra contar ; )

(Fotos deste post: Malka Nihon e arquivo pessoal)

dez 3, 2018
staff

Próxima parada: Sri Lanka – A perfeita combinação entre natureza, história e cultura

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O projeto SUPtravessias já me levou para as ilhas mais surpreendentes. São muitas aventuras e também muitos aprendizados, pois nunca é só o esporte. Não é apenas o desafio na mente e o suor de um corpo no limite do seu físico com uma bela paisagem ao fundo. Minhas escolhas envolvem destinos que tenham conteúdo interessante e que possam ser explorados com a mesma intensidade das remadas. Foram as histórias, lendas e arqueologia que me levaram para a Ilha de Páscoa. A ciência de Darwin e a riqueza da fauna endêmica que me fizeram remar e surfar em Galápagos. E a cultura polinésia dos navegadores desbravadores que me levaram até Moorea, no Tahiti – destino desejado por 10 entre 10 remadores. Agora chegou a hora de partir para mais uma jornada. Nenhum deles teve uma escolha tão autoral, tão pessoal. Vou em busca da terra das especiarias, das plantações de chás antioxidantes, do nascimento do budismo, da forte influência da ayurveda, das praias paradisíacas, das boas ondas, florestas e safaris. A perfeita combinação entre natureza, história e cultura em uma única ilha já seriam motivos mais que suficientes para minha escolha, mas confesso que desta vez, foi a ayurveda que me deu um empurrãozinho para desbravar de SUP este incrível país. Ayurveda, que em sânscrito significa “ciência da vida” é um sistema de saúde de origem milenar na região da Índia com mais de 5.000 anos de conhecimento, para promover a longevidade, prevenir doenças e restabelecer a saúde em casos de desequilíbrios. E este foi um dos pilares do meu tratamento em 2017 quando me curei de um câncer de mama. E conhecer de perto essa medicina histórica associando a remadas espetaculares, desbravando ondas desconhecidas e mergulhando em jardins de corais é algo que faz meu coração vibrar.

São muitas as atividades que tenho planejada para esta SUPtrip e todas elas irão se concentrar no sul do país que estará livre das monções na época que vou (novembro) e que me permitirá uma experiência única para pessoas que assim como eu apreciam a natureza e cultura local de forma intensa. Dizem que o Sri Lanka tem a culinária mais apimentada da Ásia… e não adianta dizer “no spyce!” ainda sim seu prato virá apimentado..rs! Então estou curiosa para saber como será a gastronomia, que é uma verdadeira combinação de especiarias funcionais: cúrcuma, pimentas, cardamono e tantos outros.

São diversos parques nacionais onde é possível fazer safaris, os mais famosos na região são o Yala e Udawalewe. E ainda é possível conhecer um orfanato que elefantes que faz um trabalho sério e não explora os animais – o Pinnawala. O país ainda é um caldeirão religioso pois tem espalhado em seu território igrejas, mesquitas e templos budistas. Estes últimos são os grandes atrativos turísticos pois são diferentes e espetaculares,  trazendo toda a história do budismo. Mas nós vamos até lá para remar, não é? Então vamos falar do litoral! Que tem sua costa preservada, com vida marinha abundante sendo rota da baleia azul, presença constante de golfinhos e muitas espécies de peixes. Então, mergulho livre e de cilindro são algumas das atividades previstas. As remadas estão planejadas para percursos que não ultrapassem 20km pois o objetivo aqui é apresentar o destino nos seus detalhes e particularidades – sem pressa! Será como meditar sobre o aceano… Os roteiros estão em fechamento, mas adianto que serão costeiros, passarão por praias lindíssimas e em cidades históricas. E ah, não podemos esquecer as ondas…ahhh as ondas! Reefs espetaculares sem crowd para explorar por todos os lados com bancadas similares a Indonésia. Que tal? Bem-vindo a minha mais nova aventura! Uma viagem no tempo para explorar de SUP belezas intocadas envolto em muita espiritualidade. Vamos?

Não é por acaso que Marco Pólo chamou o Sri Lanka de “a ilha mais bela do mundo” e que ela foi eleita o destino de 2019 pelo Lonely Planet.

Acompanhe de 1º a 15/11 pelo meu instagram: robertaborsari_sup E depois da viagem, saiba como foi todos os detalhes aqui e nos melhores veículos de comunicação!

out 30, 2018
staff

Relatos sinceros ano ar!

xo

Este conteúdo nasceu da vontade de ajudar mais pessoas que estejam em tratamento contra o câncer ou para quem tenha um familiar ou conhecido na batalha. Se você perguntar por aí, quase todo mundo conhece alguém no trabalho, família ou círculo de amizades que está passando ou já passou pelo tratamento. Em 2016 fui diagnosticada com câncer de mama e foi um choque para todos. Afinal, como uma atleta, jovem, super saudável e sem casos de câncer na família pode ter uma doença grave como esta? Sim, pode! E agora após a minha cura, deixo como resposta este site com relatos sobre as principais passagens da minha jornada, meus pilares e o que fez a diferença em cada etapa do tratamento. Transformei todo meu aprendizado em algo que possa ajudar aos outros e não tem nada melhor neste mundo. Essa corrente do bem é como pegar a onda perfeita, sem crowd, somente com os amigos num dia de sol. Fiquei realmente feliz com a repercussão, divulgação e principalmente pelo enorme retorno que tive das pessoas que me falaram que o site ajudou de alguma forma.

Se você conhece alguém que possa ter interesse ou se beneficiar com este conteúdo por favor compartilhe o site: www.xocancer.com.br

Para conhecer o site clique na imagem acima.

 

out 30, 2018
staff
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SUP